O SEGREDO DOS LEITORES CAMPEÕES

sábado, 21 de julho de 2012

A vida sem patrão


A maioria das pessoas no Brasil já trabalha
sem carteira assinada e isso não é sinal de
empobrecimento. Muita gente está tentando
ganhar a vida por conta própria
Lia Abbud
Claudio Rossi

A REALIZAÇÃO DE UM SONHO
O casal Mathias e Eliana trocou dez anos de carreira na Rhodia pela construção de uma pousada no interior de Minas Gerais. O negócio deu certo e eles conseguiram manter um padrão de vida muito semelhante ao da época em que trabalhavam como empregados


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O casal Mathias e Eliana trocou dez anos de carreira na Rhodia pela construção de uma pousada no interior de Minas Gerais. O negócio deu certo e eles conseguiram manter um padrão de vida muito semelhante ao da época em que trabalhavam como empregados


 

A lista de sonhos da classe média sofreu uma alteração significativa. Uma das metas favoritas dessa fatia da sociedade sempre foi conseguir um bom emprego numa firma renomada ou numa estatal. Hoje em dia, empregar-se com carteira assinada ainda fascina as pessoas, mas não com igual intensidade. Muita gente descobriu o caminho paralelo de trabalhar por conta própria, vivendo sem patrão. Alguns aprendem isso porque sentiram a oportunidade no ar. Outros só perceberam a possibilidade ao ser despedidos num mercado de trabalho com tendência a encolher. Fato é que, de acordo com os estudos mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade da população urbana do país já trabalha sem assinar carteira ou receber ordenado. Segundo especialistas, pela primeira vez, há mais gente ganhando a vida sem carteira de trabalho do que com ela. "É uma das maiores mudanças já ocorridas na estrutura e na dinâmica da economia brasileira", afirma o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, sócio da consultoria econômica Tendências.


Queiroga/Lumiar

JORNADA DUPLANa época em que sua franquia de perfumes não lhe dava retorno, a pernambucana Roberta Araújo de Albuquerque trabalhava como caixa de um banco. A dupla jornada acabou quando o negócio engrenou


Em 1992, registrava-se um empate técnico entre o time dos que trabalhavam empregados, com carteira e tudo, e o dos que atuavam por conta própria. Cada um deles contava com cerca de 18 milhões de pessoas. A massa de empregados permaneceu praticamente inalterada até hoje. Mas o exército dos "sem-carteira" cresceu muito e ultrapassou a casa de 23 milhões de pessoas. Como a carteira é uma conquista da era Vargas que indiscutivelmente garantiu direitos básicos ao empregado, trabalhar sem ela era o mesmo que estar subempregado. Afinal, quem vivia sem registro? Entre os milhões nessa situação, costuma-se citar os camelôs, os vendedores de bugigangas em semáforos, as domésticas. Também entram na lista aqueles que fazem bico enquanto aguardam uma oportunidade de emprego. São sempre lembrados ainda os que, mesmo trabalhando numa firma qualquer, ficam sem registro por ganância do patrão, que não quer arcar com custos trabalhistas.
Essa fatia mais humilde da sociedade continua na mesma situação de penúria e gostaria muito de arranjar um bom e seguro emprego regular. A grande novidade no campo do trabalho sem carteira é o ingresso nesse clube de uma fatia expressiva formada por uma mão-de-obra qualificada. São administradores, publicitários, bancários e engenheiros, entre outros profissionais que pagam os impostos em dia (pelo menos a maioria deles, segundo a Receita Federal) e não querem ouvir falar em patrão. Essa gente se divide em três blocos centrais: há os terceirizados, que permanecem vinculados à empresa onde trabalhavam antes, só que na condição de prestadores de serviço; há os consultores, que atuam em diversas companhias; e há os empresários, que montaram um negócio qualquer. Comércio e prestação de serviço são as áreas mais procuradas, com cerca de 35% da preferência. Estima-se que essa fatia mais qualificada entre os 23 milhões de sem-carteira concentre nada menos que 12 milhões de pessoas.
Kiko Ferrite

ENGENHEIROS "INFORMAIS"
O engenheiro Marco e a arquiteta Miriam Addor não trabalham mais com carteira assinada desde que montaram um escritório, em 1995
Claudio Rossi

PEDREIRO REGISTRADO
A exemplo de outros colegas, o pedreiro Brito conseguiu ser registrado por uma construtora e receber alguns benefícios


Historicamente, a remuneração dos sem-carteira situava-se num patamar abaixo do auferido pela fatia empregada da sociedade. No correr das décadas de 80 e 90, esse patamar foi subindo de forma expressiva e deu um salto nos últimos anos. Hoje, um empregado ganha, em média, 560 reais por mês. Já a renda dos "sem-carteira" se aproxima de 800 reais. Enquanto os empregados tiveram um incremento de 17% nos vencimentos, os sem-carteira conseguiram melhorar em 40% seus ganhos. "O Brasil se tornou uma nação de empreendedores, e essa mudança vem se intensificando de forma silenciosa", afirma o cientista político Sérgio Abranches, colunista de VEJA.



Nélio Rodrigues/Ag. 1° Plano

TENTATIVA FRUSTRADA
Com o dinheiro do Fundo de Garantia,
a professora mineira Mirna Chipiakoff montou um café num bairro elegante de Belo Horizonte. Por falta de movimento, o negócio durou apenas nove meses


Sinais desse Brasil empreendedor podem ser conferidos em toda parte. Um dado objetivo é uma consulta ao Departamento Nacional de Registro do Comércio. De 1985 a 1989, cinco últimos anos da década de 80, foram abertas, em média, 420 000 empresas por ano. Entre 1995 e 1999, essa média saltou para 496 000, um aumento de 18%. São mais de 1 300 negócios surgindo diariamente – quase um por minuto. Há estudos mostrando que a maior parte dos novos empresários era composta de funcionários de uma empresa privada. Em São Paulo, esse número chegou a 59%. Outra indicação do fenômeno empreendedor é um trabalho recente elaborado pelo Babson College e pela London Business School. Os especialistas criaram um ranking com os povos mais empreendedores do planeta. Foram avaliados dados de 21 países. O Brasil ficou em primeiro lugar na lista. Um em cada oito brasileiros adultos monta um negócio próprio. Nos Estados Unidos, segundo colocado, a proporção é de um para dez. Um dos motivos que contribuem para o alto índice de empreendedores no Brasil é a legislação trabalhista rígida, que impede contratações flexíveis. Isso joga muitos candidatos a emprego na faixa dos que precisam se virar sozinhos. Nos Estados Unidos ou na Austrália, um dono de restaurante pode contratar garçons que trabalham apenas nos fins de semana para engrossar o plantel fixo da casa. Uma mulher que precise cuidar de uma pessoa inválida e dos quatro filhos ao mesmo tempo pode ser contratada como secretária de uma firma para trabalhar apenas duas horas por dia, dia sim, dia não. Não importa a combinação, tudo é possível. No Brasil, não. O único modelo aceito é o das oito horas diárias, com um mês de férias, 13° salário, indenização por demissão e todo o resto. Em todo país com legislação trabalhista rígida há mais desemprego.

No Brasil, algumas pessoas abrem uma empresa para melhorar a qualidade de vida. Um modelo imaginado por muitos é o casal Mathias de Abreu Lima Filho, 48 anos, e Eliana Chiocheti, 39. Ambos tinham bons cargos na Rhodia, em São Paulo. Ele era gerente do departamento de pesquisa, ela coordenadora de recursos humanos de uma das unidades da empresa. Depois de dez anos de carreira, os dois se desligaram da empresa e, no ano passado, inauguraram uma charmosa pousada em Monte Verde, no interior de Minas Gerais. Com o rendimento da pousada, sustentam quatro filhos, três deles estudando em escolas particulares. Têm casa própria, pagam plano de saúde e levam uma vida de bom padrão. "Nosso rendimento é ainda um pouco menor comparado ao da época em que éramos empregados da Rhodia", afirma Lima Filho. "A diferença acaba sendo compensada pelo prazer de tocar um projeto pessoal", completa ele.

Raul Junior
Fotos Rogério Voltan
NEGÓCIOS EM CASCATA
Segundo um estudo
internacional, os brasileiros estão em primeiro lugar no ranking dos povos mais empreendedores. É uma vocação tão forte que o mesmo negócio pode gerar uma série de "filhotes". No mercado da moda, isso ocorre com freqüência. Depois de trabalhar na Forum, do estilista Tufi Duek (1), o assessor Marcelo Sommer (2) montou a própria grife em 1995. Emilene Galende (3), ex-funcionária dessa nova empresa, seguiu o mesmo caminho e hoje também possui uma marca própria. "Já participei até de desfiles importantes", conta ela, orgulhosa

Mas o projeto de Mathias e Eliana não é a regra. Os "novos empresários" são puxados para a vida sem patrão por motivos menos românticos. Alguns dos mais fortes: demissão por iniciativa da empresa, desejo de livrar-se do chefe, esperança de encerrar uma rotina de trabalho que começa às 9 da manhã e acaba às 7 da noite e, por fim, a aspiração de melhorar o padrão de vida da família. Quando troca de lado, muita gente sente saudade da rede de proteção representada pela firma. Em vez disso, agora é preciso lidar com fornecedores, sócios, contadores, cobradores, clientes, advogados. Mais: o novo patrão precisa achar as respostas sozinho. E quanto à jornada das 9 às 7? Calcula-se que o neo-empresário trabalhe entre doze e quinze horas diárias. Afinal, ele ganha por serviço realizado. "Trabalho duas vezes mais do que na época em que era empregada", conta a arquiteta Miriam Addor, 35 anos. Depois de fazer parte durante seis anos do quadro de funcionários de uma construtora, ela montou em 1995 seu próprio escritório de engenharia, em sociedade com o marido, um engenheiro. Hoje, felizmente, não faltam obras à empresa, que emprega trinta profissionais.
Quanto a melhorar a renda familiar, há casos extraordinários como o do próprio casal Addor, que trabalha o dobro mas ganha o triplo do que ganhava antes. A regra geral não é tão generosa. A prática mostra que a maioria das pessoas passa a ganhar menos e, além disso, começa a arcar com despesas que inexistiam na fase empregada, como plano de saúde e previdência privada. Para tornar a vida do empresário ainda mais complicada, sua remuneração é inconstante. Segundo estudo realizado pelo pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a renda do empreendedor pode variar entre 25% e 50% de um mês para o outro.
O maior motor do empreendimento pessoal não é um movimento de atração, mas de expulsão. É isso mesmo. A maior parte das pessoas não foge do atual patrão. Apenas acaba sendo demitida por ele. Um estudo recente do Centro de Políticas Sociais da FGV apontou as razões que levaram cerca de 10 milhões de brasileiros a abrir um negócio próprio. Cerca de 2 milhões montaram a firma depois de abandonar voluntariamente o emprego que possuíam. Algo como 2,5 milhões de pessoas, no entanto, viraram microempresárias por não encontrar um novo emprego. Nas últimas décadas, empregar-se numa grande companhia tornou-se cada vez mais difícil. Ao contrário do que ocorria no passado, as companhias crescem mas não aumenta na mesma proporção o número de postos de trabalho. Em 1980, a Volkswagen produziu 470 000 veículos com 46 000 pessoas na sua folha salarial. Hoje, fabrica 20 000 carros a mais com metade da mão-de-obra de 1980. Os especialistas, acostumados a debater sobre os empregos do futuro, hoje especulam qual será o futuro do emprego.
Como escreveu o economista americano Jeremy Rifkin em seu livro O Fim dos Empregos, "trabalhadores presos entre um passado próspero e um futuro sombrio sentem-se encurralados, pois testemunham um processo sobre o qual não têm nenhum controle". Rifkin lembra que até algum tempo atrás a tecnologia ceifava empregos, mas o problema acabava sendo contornado com o surgimento de um outro setor que absorvia os trabalhadores demitidos. Agora não. Estima-se que a reengenharia empregada mundo afora resulte num corte de 40% dos postos existentes. Detalhe: a reengenharia começou como um modelo exclusivo da megacorporação e hoje é utilizada até mesmo nos negócios de pequeno porte. Para tornar o quadro ainda mais sombrio, basta dizer que há mais de 800 milhões de pessoas desempregadas ou subempregadas no mundo, o mais alto desemprego global desde a depressão de 1930. De acordo com a Federação Internacional dos Metalúrgicos, em Genebra, até 2020 menos de 2% dos metalúrgicos atualmente empregados conseguirão fabricar todos os bens de consumo que hoje exigem o trabalho desse tipo de profissional. A sociedade está tão habituada com a existência do emprego em massa que parece até incrível verificar que está chegando ao fim a era das grandes linhas de montagem cujo funcionamento depende de braços humanos.
Outros países já registraram um movimento de transformação do mercado profissional semelhante ao que ocorre agora no Brasil. Na década de 70, aconteceu algo parecido nos Estados Unidos. Estima-se que, hoje, os trabalhadores americanos sem registro já cheguem à casa dos 25 milhões, incluindo microempresários, consultores e prestadores de serviço, entre outros, que representam cerca de 20% da força produtiva nos Estados Unidos. Existe uma tendência mundial que explica a repetição desse fenômeno em vários países. É o enxugamento das empresas e dos quadros administrativos oficiais. No Brasil, os cortes no quadro de funcionários de estatais privatizadas ou de empresas incorporadas por grupos estrangeiros geraram uma onda dos chamados "Planos de Demissão Voluntária" (PDV). Para espanto geral, boa parte desses planos contou com adesão acima da esperada. Ou seja, as pessoas muitas vezes preferem ser demitidas. Quando o banco Excel adquiriu em 1996 o Econômico, os novos administradores esperavam reduzir 3.000 vagas. Cerca de 20% a mais de funcionários se desligaram voluntariamente. No programa realizado após a privatização do Banespa, 8.203 trabalhadores se inscreveram no PDV – bem mais que o previsto. Uma das empresas que realizaram recentemente um projeto desse tipo, a Rede Ferroviária Federal, pesquisou o que os ex-funcionários fizeram com a indenização. Descobriu que nada menos que 75% deles usaram o dinheiro para abrir um comércio. "O brasileiro não possui apenas espírito empreendedor, mas rebelde", afirma Marcelo Neri. "Ele não gosta de ficar apertando parafuso."
Os negócios mais bem-sucedidos foram montados por quem investiu na coleta de informações sobre os riscos envolvidos na operação. Há diversas entidades dispostas a fornecer orientação, entre elas o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae (www.sebrae.com.br). Com a ajuda da internet, podem-se garimpar dados não apensas no Brasil, mas em outras partes do mundo. Outra constatação é que acerta mais quem tem a idéia e vai buscar o dinheiro para financiá-la do que aquele que tem o dinheiro e então fica pensando no que fazer. A não ser em casos excepcionais, há uma verdade absoluta nesse setor: sobrevive quem se prepara com cuidado e inicia o empreendimento com alguma folga de caixa.
O Brasil registra um dos maiores índices do mundo de mortalidade de empresas. Cerca de 50% dos negócios criados no país fecham suas portas antes de completar um ano de vida. "As pessoas têm muita vontade de viver sem patrão, mas cometem erros primários na hora em que são obrigadas a tomar decisões empresariais", afirma Vinicius Lummertz, diretor técnico do Sebrae Nacional. De acordo com levantamento feito pela instituição em Minas Gerais, fatores externos, como a concorrência e a excessiva tributação, são responsáveis por aa de 50% dos negócios criados no país fecham suas portas antes de completar um ano de vida. "As pessoas têm muita vontade de viver sem patrão, mas cometem erros primários na hora em que são obrigadas a tomar decisões empresariais", afirma Vinicius Lummertz, diretor técnico do Sebrae Nacional. De acordo com levantamento feito pela instituição em Minas Gerais, fatores externos, como a concorrência e a excessiva tributação, são responsáveis por apenas 27% dos casos de falência. As demais causas são a escassez de capital de giro, a falta de clientes e erros na montagem do negócio. A professora mineira Mirna Chipiakoff, 42 anos, fez uma tentativa frustrada de abrir um negócio próprio. Ela pediu demissão do banco em que trabalhou por seis anos e investiu os 18.000 reais da rescisão em um café localizado em um dos bairros mais elegantes de Belo Horizonte. Como o movimento não foi o esperado, Mirna não conseguiu sustentar o negócio por muito tempo. "Fui obrigada a fechar as portas antes que o prejuízo fosse maior", lembra.
Os empreendedores que escapam dessa incrível taxa de mortalidade têm muito a ensinar a quem deseja seguir igual caminho. A mesma pesquisa do Sebrae mineiro mostra que a maioria atribui o sucesso a uma boa administração, a um bom conhecimento do setor e à perseverança do dono. Calcula-se que os empreendedores de sucesso tomaram um cuidado adicional: na hora de fazer o investimento inicial, mantiveram intacto algo como 70% de suas economias. Parte desse dinheiro foi usada para o capital de giro. O restante destinava-se a suprir as despesas pessoais enquanto o comércio não dava o retorno desejado. Outro erro considerado gravíssimo é trocar de lado do balcão mas continuar com a visão de empregado. Ou seja, esquecer-se de reservar tempo para buscar novos clientes, traçar estratégias, projetos especiais, metas para a empresa a médio e longo prazo. Para garantir a sobrevivência do próprio negócio, uma franquia da perfumaria O Boticário, a pernambucana Roberta Araújo de Albuquerque chegou a acumular duas funções: trabalhava em meio expediente como caixa num banco e, no restante do dia, cuidava de sua loja. Em 1997, quando o negócio já caminhava bem, ela deixou o emprego e usou o fundo de garantia para comprar outra franquia da mesma marca. "Tenho hoje um carro e um apartamento, patrimônio que não conseguiria acumular nunca trabalhando como bancária", conta ela.
O Brasil tem um dos empregos mais caros do mundo. Não porque o salário seja alto, mas porque a criação de um posto de trabalho é altamente tributada e, como contrapartida, o Estado oferece serviço de baixa qualidade a quem paga os impostos. Do ponto de vista de quem contrata, manter um empregado significa dar ao governo algo como 1 real para cada real de salário. Sai mais barato despedir o funcionário, recontratá-lo como "empresa" e ainda aumentar seus vencimentos em 20% ou 30%. Do ponto de vista do assalariado, a operação também é vantajosa. Um empregado de bom salário paga 27,5% de seus ganhos a título de imposto de renda. Na condição de "empresário", pode reduzir a carga para menos da metade. Como o Brasil é uma terra de contrastes, trabalhar por conta própria é bom para alguns e péssimo para outros. Segundo dados da FGV, boa parte das famílias pobres do Brasil permanece sendo sustentada por pessoas que trabalham sem vínculo empregatício. É uma realidade duplamente perversa. Primeiro, porque quem as contrata está sonegando impostos. Depois, porque, no futuro, o Estado vai ter de arcar com os custos de saúde, assistência social e aposentadoria de uma massa de idosos que jamais contribuíram com a Previdência Social por culpa exclusivamente do patrão.
Para a população de baixa renda, bom é ter carteira assinada, sim. Tome-se como exemplo o caso do pedreiro baiano Bernardino Castro de Brito, 35 anos. Quando chegou a São Paulo, no começo da década de 90, ele trabalhou dois anos sem registro em carteira. "Meus amigos diziam que, dessa maneira, eu conseguiria receber mais dinheiro", conta ele, que nessa época chegava a embolsar cerca de 800 reais por mês. Sentindo-se inseguro demais com a situação, Bernardino resolveu mudar de idéia. Há alguns anos, aceitou um emprego numa empresa de construção civil, com salário mensal menor – 460 reais. Mas, fazendo as contas na ponta do lápis, saiu no lucro. Considerando-se as horas extras, o 13º salário e outros benefícios que recebe, como plano de saúde e vale-transporte, o pedreiro possui hoje uma renda anual maior. E, graças ao contracheque, tem outros benefícios indiretos. "Posso abrir conta em banco e fazer financiamentos", explica ele.
O crescimento no número de empreendedores já produziu duas mudanças no país. Uma delas diz respeito aos serviços de apoio aos empresários de primeira viagem. Uma antiga reclamação dos que trabalhavam "por conta" dizia respeito à dificuldade em comprovar renda para obtenção de financiamento habitacional e à impossibilidade de ingressar num plano de previdência privada. A Caixa Econômica Federal (CEF) já montou um produto para quem quer financiar a casa própria e não pode comprovar renda. A partir de um questionário preenchido pelo trabalhador, a CEF calcula a capacidade de pagamento do candidato. De acordo com os dados do banco, cerca de 20% dos financiamentos são feitos hoje dessa forma. Quanto aos planos de previdência, as seguradoras discutem neste momento uma forma de criar um produto especial.
Outra mudança expressiva é de caráter político e ideológico. Essa massa de novos empreendedores ganha como empregado, mas precisa pensar e agir como patrão, pois seus rendimentos sofrem alterações diárias devido às oscilações da economia brasileira. Os estudiosos já cunharam um termo para identificar esse grupo emergente: "nova classe média". Quando a economia vai bem, eles são os primeiros a ganhar. Quando ela vai mal, os primeiros a perder. "Por causa dessa irregularidade nos ganhos e nas perspectivas de segurança, acabam tendo opiniões políticas mais conservadoras que a média dos assalariados e muito mais conservadoras do que tinham antes", afirma o cientista político Sérgio Abranches.
Como existem vantagens e desvantagens na hora de montar um negócio próprio, os especialistas defendem que é preciso levar em conta a vocação antes de decidir por esse caminho. Uma pessoa com um tremendo domínio técnico de sua área pode ter resultados pífios quando decide deixar o emprego para vender seus serviços por conta própria. Em outros termos, não adianta ser um gênio da engenharia mas um péssimo administrador. A capacidade de empreender parece ser uma habilidade à parte, que independe do conhecimento técnico que a pessoa tenha. Alguns sustentam até mesmo que o talento para gerir um negócio é uma característica inata.
O Kauffman Center for Entrepreneurial Leadership, instituto americano especializado no assunto, divulgou recentemente um estudo defendendo a tese da virtude inata. Na pesquisa, o professor de psicologia Alan Jacobowitz entrevistou 500 empreendedores dos Estados Unidos em um período de três anos. Suas características comuns eram a inquietude, a independência, a preferência por trabalhar sozinho e a elevada autoconfiança. Na direção contrária a essa linha de pesquisa, percebe-se um aumento no número de cursos que oferecem aulas ensinando as pessoas a se tornarem empresárias. Para essa corrente, o talento empresarial é matéria que dá para aprender.
De acordo com o guru da administração Peter Drucker, perde tempo quem procura traçar um perfil-padrão do empresário. Ele disse certa vez, fazendo graça: "Alguns empresários são excêntricos, outros são conformistas doentios. Alguns são gordos, outros são muito magros. Alguns são tensos, outros relaxados. Alguns bebem muito, outros são abstêmios. Alguns são homens extremamente charmosos e entusiasmados, outros possuem uma personalidade mais fria que a de um peixe congelado". Tome-se como exemplo dessa diversidade de que trata Drucker uma preocupação corriqueira quando se discute o tema. Qual é a idade certa para iniciar um empreendimento? Ela simplesmente não existe. Bill Gates fundou a Microsoft com apenas 20 anos. Sam Walton deu origem ao império Wal-Mart aos 44. E Ray Kroc era um homem de 52 anos quando montou a maior cadeia de fast food do planeta, o McDonald's. Perguntado certa vez se não tinha começado tarde demais, Kroc afirmou: "Eu estava com 52 anos. Tinha diabetes e um início de artrite. Havia perdido minha vesícula biliar, mas tinha certeza de que o melhor estava por vir". Se você tem uma sensação parecida com a de Ray Kroc, pode ser que esteja na hora de tentar o salto. Ou não?
Com reportagem de Joana Calmon e Ricardo Mendonça,
de São Paulo, Nahara Bauchwitz, do Recife,
e
Neide Oliveira, de Belo Horizonte

www.evolucaox.com.br

terça-feira, 17 de julho de 2012


Quase 40% dos brasileiros com ensino superior têm nível insuficiente em leitura e escrita

Menos de 30% da população são plenamente alfabetizados, diz pesquisa

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA ESTADO

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Leitura (Foto: Sxc.hu)
Apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e a organização não governamental Ação Educativa.
A pesquisa avalia, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e plenamente alfabetizados. Criado em 2001, o Inaf é aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. 
Os resultados da última edição do Inaf mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesmo patamar verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez. Os chamados analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de alfabetização básico.
“Os resultados evidenciam que o Brasil já avançou, principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada”, aponta o relatório do Inaf 2011-2012.
O estudo também indica que há uma relação entre o nível de alfabetização e a renda das famílias: à medida que a renda cresce, a proporção de alfabetizados em nível rudimentar diminui. Na população com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 52% são considerados plenamente alfabetizados. Na outra ponta, entre as famílias que recebem até um salário por mês, apenas 8% atingem o nível pleno de alfabetização.
De acordo com o estudo, a chegada dos mais pobres ao sistema de ensino não foi acompanhada dos devidos investimentos para garantir as condições adequadas de aprendizagem. “O esforço despendido pelos governos e também pela população de se manter por mais tempo na escola básica e buscar o ensino superior não resulta nos ganhos de aprendizagem esperados. Novos estratos sociais chegam às etapas educacionais mais elevadas, mas provavelmente não gozam de condições adequadas para alcançarem os níveis mais altos de alfabetismo, que eram garantidos quando esse nível de ensino era mais elitizado. A busca de uma nova qualidade para a educação escolar em especial nos sistemas públicos de ensino deve ser concomitante ao esforço de ampliação de escala no atendimento para que a escola garanta efetivamente o direito à aprendizagem ”, afirma o relatório.
Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, Ana Lúcia Lima, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado.

"Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência", afirma. "Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma."
Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a "popularização" do ensino superior sem qualidade. "No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso."
Segundo Vera, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. "Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização", afirma. 
Confira quais são os quatro níveis de alfabetização identificados pelo Inaf 2011-2012:
Analfabetos: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares.
Alfabetizados em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos, leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.
Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.
Alfabetizados em nível pleno: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos. 
www.evolucaox.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2012

APRENDENDO SEM SAIR DA EMPRESA




Aprendendo sem sair da empresa
Estudar e acompanhar aulas e atividades sem sair da empresa ou de casa, escolher os

horários para estudar, atualizar-se para progredir na carreira ou nos negócios

sem precisar se deslocar a uma instituição de ensino: tudo isso já é realidade

com a Educação a Distância (EAD), modalidade cada vez mais adotada

por escolas brasileiras e internacionais. De acordo com Rita Vucinic,

consultora do Sebrae-SP, a oferta de cursos online está em

franco crescimento. “Instituições de todos os níveis

educacionais e de cursos livres estão oferecendo

em sua grade a opção”, diz. Segundo o Censo da

Educação Superior, realizado pelo Ministério da

Educação, as instituições de ensino de pequeno

porte, com até 1 mil matrículas, registraram,

em 2009, aumento de 30,4% na quantidade

de cursos online, em relação a 2008.

Além das vantagens mencionadas, os

alunos que optam por cursos EAD

também se beneficiam dos custos

menores em comparação com os

tradicionais. “Outra vantagem é que

o aluno lê e produz textos intensamente,

como forma de demonstrar aos

professores-tutores que está absorvendo

o conteúdo transmitido e avançando

em seu aprendizado. Além disso, todo

o conteúdo trabalhado fica armazenado

no ambiente virtual, acessível ao aluno

a qualquer hora, em qualquer lugar”,

ressalta o professor Stavros Xanthopoylos,

diretor da FGV Online.

Ele alerta, no entanto, que a flexibilidade da

educação a distância também exige muito mais disciplina

do estudante, que deve se esforçar para acompanhar o ritmo

do curso e dos demais alunos. “Sem disciplina e comprometimento

o aluno de EAD fica ‘desgarrado’ do processo, já que não existe o

elemento físico da sala de aula para auxiliar e levá-lo à obrigatoriamente

de dedicar uma parte de seu tempo ao aprendizado”, afirma.

O aluno que opta por EAD tem mais autonomia e responsabilidade

sobre o conhecimento que adquire, além de mais flexibilidade na forma como

dedica o tempo aos estudos.

Fonte: SEBRAE


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domingo, 8 de julho de 2012


Prezados,

Neste próximo domingo inicia-se o segundo semestre de 2012.

Será que você tem noção do que isto significa ??? Para alguns significa apenas 6 meses de nossas vidas que se passaram, para outros foram 6 meses de desenvolvimento e realizações; e para você o que significa ???

Eu, juntamente com a EvoluçãoX e com certeza com a sua companhia iniciaremos um NOVO momento neste negócio.

Acredito que cada um de nós gostaria que este negócio e sua estrutura fosse um pouco mais diferente ou até muito mais diferente. Cada um tem uma visão particular de tudo que vê pela frente. Aí está a grande oportunidade de se desenvolver e realizar.

Como EMPREENDEDORES que somos temos que dar solução para aquilo que quisermos melhorar ou pelo menos ir em busca desta melhoria.

Este é um negócio fantástico pois ele é muito justo, mas muito justo mesmo. O resultado virá e dependerá do que você vai fazer. Ele será insignificante, será negativo ou será um MEGA resultado. Depende de você.

Cada um de nós tem um SONHO ou vários sonhos. Talvez sonhos que temos a muitos e muitos anos ... e que até hoje não foi realizado ...

Neste tipo de negócio existe um padrão para se ter SUCESSO. É o padrão de 8 passos para o sucesso.

O primeiro passo é “DEFINA O SEU SONHO !!!!”

Com o passar do tempo você vai entender por que ele, por unanimidade foi eleito o PRIMEIRO passo ...

O sonho é parte da nossa MISSÃO de vida, da nossa VISÃO ...

A partir do momento que todos nós desenvolvermos a capacidade de sonhar ... os resultados virão ... acredite nisso.

VAMOS iniciar o 2º semestre com um espírito vencedor ... acreditando no nosso desenvolvimento, se comprometendo conosco, com os nossos empreendedores e com os nossos patrocinadores.

VAMOS plantar agora para que no final do ano o nosso NATAL seja FARTO de realizações e com recursos suficientes para iniciarmos 2013 com força total ...

VAMOS ousar e superar os nossos limites ...

O momento é AGORA ...

Felicidades e Sucesso a todos !!!

Shibuya

sábado, 30 de junho de 2012

cases de sucesso | SHIBUYA
















Este é um negócio fantástico e inovador.
Aqui você pode ganhar e tem sucesso efetivo, basta ajudar as pessoas a conseguir o que desejam.
"Quer você pense que pode, quer você pense que não pode", disse Henry Ford, "você está certo".
Sejam felizes e sucesso a todos !!!
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

 

Três habilidades que todo empreendedor precisa ter

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Enquanto conversava com uma recém-formada sobre oportunidades de negócios e planos para o futuro, o colunista da revista Inc. Ron Burley percebeu que, no discurso da garota, havia bastante entusiasmo – e muito medo também. Graduada em administração de empresas, ela começava naquele momento uma nova fase de sua vida, repleta de expectativas e apreensões.
“Ela estava certa ao sentir um pouco de medo”, diz Burley, em sua coluna no site da publicação. Apenas o conhecimento acadêmico não é garantia de sucesso quando se começa um negócio. Para se sair bem como empresário, são necessárias outras habilidades, daquelas que não costumamos colocar no currículo. Usando sua experiência como advogado especializado em direito do consumidor e empreendedor em série, o colunista enumera três delas:
Perseverança
Quando se vê um futuro incerto à frente, é normal ter medo. Existem algumas pessoas, no entanto, que, quando se veem diante daquilo que é duvidoso, escolhem não fazer nada. “Elas sempre falam para os outros sobre seus grandes planos, mas não conseguem reunir forças o suficiente para tirá-los do papel e colocá-los em prática”, diz Burley.
Nos negócios, perseverança significa olhar sempre em frente, dando um passo de cada vez e enfrentando as dificuldades conforme elas aparecem. Para o colunista, muitas pessoas fracassam durante esse percurso porque desistem logo no primeiro obstáculo. “Toda grande história de empreendedorismo conta com pelo menos um episódio em que a pessoa precisou ser perseverante para superar um desafio”, diz.
Dica: Todos os dias faça pelo menos uma coisa que te coloque mais perto do seu objetivo. Se conseguir cumprir isso, no final do ano, você terá dado quase 400 passos em direção ao seu destino.
Respeito
Existem muitas ideias de negócios que podem ser mudadas ou melhoradas. Mas isso não significa que todas sejam assim. “A roda já foi inventada e funciona muito bem exatamente do jeito que está”, diz Burley. Toda indústria, todo segmento tem uma história. Estude-a. Entenda e respeite o que foi feito antes da sua empresa. Só assim você será capaz de reconhecer novas oportunidades e as deficiências do setor. Além disso, poderá também evitar tomar decisões ou medidas que não deram certo no longo prazo.
Dica: Procure conversar com pessoas que trabalham há mais tempo no ramo em que você deseja atuar. Leve-os para tomar um café e anote tudo o que dizem. O objetivo aqui não é copiá-los, mas sim aprender com suas experiências, erros e sucessos.
Inovação
É claro que você precisa estar pronto quando uma oportunidade “bater na sua porta”. Mas, em tempos econômicos difíceis, você pode estar perdendo tempo esperando. Você devia estar fazendo. Crie a sua própria oportunidade, com um pouco de inovação pessoal.
Para Burley, inovação é uma forma especializada da criatividade, em que se cria algo novo e, principalmente, útil. “Mandar um bolo de aniversário para o CEO da empresa com a qual você quer fechar negócio pode ser criativo, mas dificilmente será útil. Para ser produtivo e inovador nessa situação, você precisa pensar em uma ideia ou método que te dará todas as chances de alcançar seu objetivo”, diz o colunista.
Dica: Pergunte a você mesmo quais sãos as necessidades dessa pessoa e descubra como você pode solucioná-las de um jeito criativo e inovador.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:

"Por favor, ajude-me, sou cego."


Um publicitário parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e o giz, escreveu outro anúncio e foi embora.


Mais tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego. Agora,o seu boné estava cheio de moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário disse:



- "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".

Sorriu e continuou seu caminho.



O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:



"Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la"



(Derek Destito)



"Eu aprendi, que tudo o que precisamos, é de uma mão para segurar e um coração para nos entender."



(Shakespeare)

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

http://www.feiradoempreendedoronline.sebrae.com.br/Oportunidade.aspx/Visualizar/1128

FRANQUIA LEIA 200 PÁGINAS DE UM LIVRO POR HORA!

    Oferecemos uma ótima oportunidade de negócio para você atuar no ramo educacional, criamos a Evoluçãox, com um produto diferenciado e que atende as necessidades do mercado atual e futuro.

PERFIL:

- Uma pessoa empreendedora.
- Dinâmico, você receberá um treinamento para implantação do negócio, e através do nosso plano de marketing, possibilitará um crescimento qualificativo

PÚBLICO-ALVO:

- Alunos da terceira idade
- Alunos com dificuldades no ensino
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NEGÓCIO:

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RENTABILIDADE:

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Detalhes
Descrição: Franquia Loja Virtual Educacional
Investimento: 389,00
Faturamento Mensal: 10000,00
Número ideal de funcionários: 1
Requerimentos: Visão Empreendedora

segunda-feira, 7 de maio de 2012

PROFISSIONAIS VIRTUAIS

publicado em 06/05/2012 às 00h00.

Profissionais virtuais

Brasil já tem mais de 1 milhão de estudantes matriculados em cursos a distância. Para especialistas, o preconceito no mercado de trabalho é cada vez menor
Fernando Poffo
fernando.poffo@folhauniversal.com.br

Reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) há 12 anos, os cursos a distância no Brasil já contam com mais de 1 milhão de matriculados apenas na graduação, sendo que há mais de 150 mil profissionais formados para o mercado, além dos estudantes que aderem à modalidade para cursos de especialização, pós-graduação, MBA, formação no ensino básico ou médio. Com cada vez mais espaço para o ensino a distância, o governo de São Paulo já anunciou investimento para a criação da Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), que poderá começar a operar já no ano que vem. O acesso à informação aumenta, mas isso significa mais mão de obra qualificada?

Para a educadora Betina Von Staa, palestrante da Educar Educador 2012, a resposta é sim. "Um programa bem feito e organizado pode fazer com que o ensino a distância seja tão ou mais eficaz que o presencial. Não é dar o conteúdo e passar a prova. Existem ferramentas em que dá para acompanhar passo a passo o aluno, verificar se visitou o espaço, e ainda registrar tudo o que o aluno vê, lê, escreve e fala. Fica guardado para análises minuciosas. No presencial, o professor não conhece os alunos silenciosos", destaca a educadora.

O atual presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (ABE-EAD), Ricardo Holz, concorda com Betina. Aluno de curso a distância desde o 2º ano do ensino médio, quando ingressou no Telecurso 2000, Holz se formou em Gestão Pública em um curso não presencial e hoje faz MBA na mesma área, também a distância. "Prefiro pela flexibilidade de tempo. Posso estudar no ritmo e condições que preciso, mas tem que ter mais determinação e organização. Você pode estudar a qualquer hora, mas tem que assistir à aula, acessar o conteúdo, ler livros, procurar tutores e professores para tirar dúvidas", avisa Holz, que foi até a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, participar de curso sobre desafios do ensino.

Apesar do crescimento dessa modalidade, ainda há muito a evoluir. Diante dos mais de 2 milhões de cursos disponíveis, segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância, a qualidade desse tipo de formação continua sendo questionada. "Ainda tem muito aluno e instituição que acham que o curso é fácil por não ser presencial. Os alunos e os professores precisam se dedicar", afirma a educadora, que acredita no modelo para ampliar as possibilidades a quem não têm acesso à educação por questões geográficas ou falta de tempo.

Na hora de procurar emprego também existe um pouco de desconfiança, ainda que isso esteja se tornando menos comum. "Há ainda uma discussão entre os profissionais de recursos humanos do quão eficientes são esses cursos, apesar de sabermos que, no final, depende mais da dedicação de cada um", diz Ricardo Barcelos, executivo da Havik, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de profissionais.

Já para Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação, outra empresa de recrutamento, o preconceito pode ser quebrado na entrevista. "Nessa hora dá para verificar o conhecimento e nem é avaliado se o curso tem 10%, 30% ou 100% de aulas presenciais. Se o candidato precisa falar inglês, é isso que importa. Não interessa como ele aprendeu. O mesmo vale para conhecimento em finanças ou qualquer outra área", atesta Cavalheiro, em opinião semelhante à da sócia da Acalântis RH, Fran Winandy. "Pode haver um receio na graduação, porque o aluno pode não ter a maturidade necessária, em uma pós-graduação é mais comum a mescla de aulas presenciais e on-line. Mas, se o profissional é bom no trabalho e tem experiência no mercado, não é algo que vá fazer diferença.






 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O MUNDO MÁGICO DA GESTÃO ENSINADA PELA DISNEY

   

O mundo mágico da gestão ensinada pela Disney

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McKinsey? Harvard? MIT Sloan? Nada disso. A consultora empresarial da vez, em um momento em que as empresas americanas não podem bobear, é a Disney. Ou melhor, o Disney Institute, departamento destinado a vender a sabedoria adquirida ao longo de décadas de especialização na indústria de entretenimento. Os interessados, entretanto, costumam vir de outras áreas: Chevrolet, Häagen-Dazs, United Airlines, hospitais, salões de cabeleireiros e até um país inteiro, a África do Sul.
Uma reportagem do The New York Times mostrou alguns resultados impressionantes: a unidade infantil de um hospital da Flórida passou dos 10% mais mal-avaliados do ranking nacional de satisfação de pacientes para os 10% com melhor avaliação em apenas um ano (entre 2009 e 2010). Parte do sucesso do Super Bowl, em fevereiro deste ano, pode ser atribuída ao Disney Institute. Ele foi chamado a ajudar depois do vexame da falta de assentos nos estádios em 2011, que provocou indignação geral e um processo contra os organizadores. A Disney criou e pôs em prática um programa de treinamento para os 20 mil funcionários e participou da coordenação das atividades de orientação ao público.

Nem sempre divulgar a ajuda da Disney pega bem – o instituto tem até uma política de discrição por causa disso. Quando soube que o time de basquete New Jersey Nets havia chamado a Disney para acompanhar o projeto de um estádio, o jornal “New York Post” cravou a manchete: “Conheça o novo técnico dos Nets: Mickey Mouse”. Além da imagem infantil, a Disney tem uma tradição de ultraconservadorismo – até bem pouco tempo atrás, os funcionários não podiam usar barba nem bigode e as funcionárias eram obrigadas a cobrir as pernas com meias longas. O tipo de atendimento meloso também é alvo de gozações, mas não se pode negar que o público adora. Não é menor o sucesso do método Disney de tomar medidas de eficiência quase milimétrica. Por exemplo: as latas de lixo dos parques são colocadas a distâncias de 27 passos, porque observações levaram a concluir que esse é o percurso máximo feito pelos frequentadores antes de ceder à tentação de descartar o lixo em qualquer lugar.
No caso do hospital infantil da Flórida, alguns dos itens do aconselhamento foram tipicamente Disney: agora os pacientes são recepcionados por um ator vestido com roupas de safári e tocando um ukulele. Outras ideias sugeridas são mais prosaicas, mas guardam a marca da experiência dos parques de diversão. Os professores de Maryland, por exemplo, foram instruídos a agachar para falar olho no olho com as crianças, e funcionários da Chevrolet passaram a indicar direções com dois dedos, e não um, porque é mais delicado.
Foi assim que a receita do Instituto Disney dobrou nos últimos três anos. De início, os clientes tinham de viajar até a Disney World, na Flórida, e à Disneylândia, na Califórnia, para participar dos cursos. Recentemente foi criada uma rede de representantes para fazer contatos e depois coordenar o envio dos executivos do instituto às próprias empresas. Eles já partem com cursos preparados de acordo com as necessidades do contratante e até agora, ao que parece, ninguém se queixou dos serviços.


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